Trofa
Trofense perde em casa com o Vilaverdense

O Vilaverdense venceu, na tarde deste sábado, o Trofense por 2-0, com golos de João Pedro Silva e Sekou Diancoumba, somando três pontos preciosos na luta pela permanência na Liga 3. A equipa de Vila Verde entrou em campo com atitude, unida em torno de um objetivo claro, e foi recompensada pela sua organização, espírito de sacrifício e compromisso coletivo.
O confronto entre o CD Trofense e o Vilaverdense FC colocou frente a frente o líder e o último classificado da Série 1 na 2.ª Fase de Manutenção da Liga 3. Este cenário evidenciava contextos de todo distintos: o Trofense, confortável na liderança, apresentava-se seguro, enquanto o Vilaverdense, pressionado pela iminência da despromoção, revelava-se vulnerável.
Não se estranhou, pois, que o Trofense tivesse assumido o controlo do jogo, no seu início, impondo um ritmo razoável, mas é igualmente verdade que a defesa do Vilaverdense, bastante esforçada, conseguiu conter as suas investidas, e daí ter evitado qualquer lance de perigo.

Aos poucos, a equipa de Vila Verde foi ganhando confiança, soube avançar com determinação no terreno de jogo e, sobretudo nos lances de bola parada, conseguiu desestabilizar a defesa contrária. No fecho do minuto 20, chegou mesmo ao golo — embora prontamente anulado por fora de jogo — na sequência de um livre. No minuto seguinte, João Pedro Silva rematou com êxito na pequena área, aproveitando uma falha defensiva, desta vez após um pontapé de canto, com assistência de Sekou Diancoumba.
Daí até ao intervalo, os visitantes souberam gerir o jogo com toda a tranquilidade, segurando o adversário com critério, e mostraram-se sempre muito mais firmes no controlo das operações. Essa solidez contribuiu para que a sua área nunca tivesse sido verdadeiramente ameaçada durante a primeira parte.
Na segunda metade, a equipa da Trofa procurou rapidamente anular a desvantagem. O seu treinador fez várias alterações no perfil da equipa, tentando dar-lhe um novo ânimo ofensivo, mas todos os esforços revelaram-se inconsequentes.

Do lado contrário, estava um adversário bem posicionado, que se defendeu com coragem, de forma prática e simples, sem nunca deixar de espreitar o contra-ataque — muitas vezes através de Sekou Diancoumba, sempre muito participativo. O maliano teve duas boas ocasiões para marcar (52’ e 70’), enquanto do lado contrário só Duarte Duarte, por uma vez, com um remate forte e fora da área, pôs à prova a segurança do guarda-redes Cajó.
Já no fecho do jogo, o jovem maliano fez o 0-2, um grande golo, numa jogada fantástica, ultrapassando vários adversários desde a linha de meio-campo até à área. Um grande golo, sem dúvida.

FICHA DE JOGO
Liga 3 Placard
2.ª Fase – Manutenção
7.ª jornada da Série 1
CD TROFENSE 0-2 VILAVERDENSE FC
Resultado ao intervalo: 0-1
Estádio do Clube Desportivo Trofense
Árbitro: Luís Máximo
Árbitros assistentes: Ângelo Correia e Daniel Vicente
Quarto árbitro: Daniel Miguel
CD TROFENSE: Carlos Madureira, Manu Ribeiro (Francisco Saldanha, 46’), Gonçalo Cunha (Tiago André, 46’), Ivandro ( Duarte Duarte, 39’), Reko, Nuno Barbosa, Ousmane (Nuno Valente, 62’), Joel [cap], Welisson, Nuninho, Carlos Daniel (Sidney Osei, 62’).
Suplentes não utilizados: Nuno Silva, Vasco Paciência, Rafael Assis, Diogo Viana.
Treinador: Renato Coimbra
Disciplina: cartão amarelo para Nuninho (22’), Carlos Daniel (41’), Reko (82’).
VILAVERDENSE FC: Carlos Paulo, Gonçalo Zuzarte, Brada Camara, Nico (Yemi Agbadye, 90’+7), Eduardo Barbosa, Jude Burst, Joao Faria, Abdul Ibrahim (Hugo Alves, 61’), Nildo (Diogo Madaleno, 84’), João Pedro Silva, Sekou Diancoumba (Weskey Ferreira, 90’+7’).
Suplentes não utilizados: Diogo Santos, Ericson Duarte, Jota, Ivo Cláudio.
Treinador: Miguel Moreira
Disciplina: cartão amarelo para Abdul Ibrahim (58’).
Golos: 0-1 por João Pedro Silva (21’); 0-2 por Sekou Diancoumba (90’+2’).

HOMEM DO JOGO
Sekou Diancoumba (Vilaverdense FC)
Numa equipa em que o esforço e a dedicação de todos foram fundamentais para a vitória, merece especial destaque Sekou Diancoumba. Assistiu para o primeiro golo e, já perto do apito final, coroou a exibição com um grande golo, fazendo o 0-2. Sempre ativo no contra-ataque, criou ainda duas boas ocasiões, e deu muito trabalho à defesa adversária. Além disso, não virou a cara às responsabilidades defensivas. Um verdadeiro exemplo.

Fonte e fotos FPF.PT