Ano 2010
Cenfim trabalha para atribuir competências equivalentes na Europa

O Cenfim da Trofa recebeu a visita de parceiros europeus para mais uma reunião inserida no programa Leonardo da Vinci. Uniformizar conteúdos tendo em vista a equivalência de competências é o objectivo do projecto.
As fronteiras da educação na Europa ainda não estão completamente abertas, mas a evolução já permite que, hoje, estudantes de metalomecância da Trofa façam sucesso no estrangeiro. Este é o resultado do programa Leonardo da Vinci, financiado pela União Europeia e que visa criar uma sinergia em termos de equivalência de certificações profissionais.
O Cenfim “abraçou” o projecto e é uma das instituições que tem trabalhado para que “se uma pessoa que trabalha em Portugal, for para a Alemanha obtenha a certificação reconhecida da área profissional em que se especializou”, explicou Branco Rodrigues, director do Cenfim da Trofa, durante uma reunião entre uma entidade de certificação austríaca e parceiros da Bulgária, Espanha, Itália e Finlândia.
A Trofa foi o local escolhido para este encontro, que decorreu na quinta e sexta-feira, mas já se realizaram dois do género, inseridos no programa Leonardo da Vinci. “O projecto procura uma certificação na área da metalomecânica que seja compatível e reconhecida nos diferentes países que estão a participar no projecto”, explicou Branco Rodrigues.
Se há muito que profissionais de medicina e de algumas engenharias têm equivalência de certificações noutros países, hoje trabalha-se para que seja possível que pessoas de outras áreas possam ver reconhecidas as suas competências.
Com os 13 núcleos espalhados pelo país, o Cenfim participa no programa Leonardo da Vinci. Na Trofa, são três os projectos que estão a decorrer. Há duas semanas, a instituição recebeu a visita de estudantes alemães e já em Março de 2011 está prevista a vinda do sexto grupo oriundo do estrangeiro.
“Esta ligação que fazemos com entidades da União Europeia tem a finalidade de conhecermos bem as diferentes entidades que existem dentro do espaço europeu, o que é que fazem, como fazem, se fazem melhor do que nós e acima de tudo de criarmos uma uniformização de conteúdos para conseguirmos as tais equivalências entre os diversos países”, concluiu.