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Crónicas

Ninguém tem o direito de pedir mais paciência aos murenses, ao povo da freguesia do Muro, no Concelho da Trofa, pois já estão cansados que os decisores políticos se esqueçam que existe um povo, que existe uma terra, que existe uma região habitada por pessoas, que lhes foi «roubado», em 2002, o seu meio de transporte tradicional, que utilizavam há muitos anos, desde 1932, há mais de 70 anos, com a promessa de em quatro anos construírem em seu lugar o metro de superfície aproveitando o canal ferroviário existente.

A verdade é que a empresa Metro do Porto candidatou-se a fundos comunitários, para a construção do metro de superfície ir do Porto à Trofa, na 1ª fase, mas ficou-se apenas pelo ISMAI, na Maia. Ficou por fazer a ligação do ISMAI à Trofa (apenas mais meia dúzia de quilómetros), deixando sem meio de transporte público muitas pessoas das freguesias pertencentes ao Concelho da Trofa: Muro, Alvarelhos, Guidões e Santiago de Bougado. Mas a empresa Metro do Porto recebeu fundos comunitários, para o metro de superfície ir até à Trofa! Para além de uma grande injustiça, também será um caso de polícia?

Entretanto, desde que estas populações ficaram sem o seu meio de transporte público, o metro de superfície já chegou à Póvoa de Varzim (na 1ª fase), Matosinhos, V. N. Gaia e Gondomar, que estavam projetadas só para a 2ª e 3ª fase de construção. Já lá vão 14 anos e a empresa Metro do Porto continua a provocar a indignação das gentes da região da Trofa, sem construir a ligação, que ainda está em falta. E são tão poucos quilómetros! É mesmo um atentado à dignidade do povo e uma provocação à sua paciência!

Para agravar a situação, o atual governo anunciou a extensão do metro de superfície de Gaia (Santo Ovídio ao Centro Hospitalar) e de Gondomar (Fânzeres ao centro da cidade de Gondomar). Os partidos que suportam o atual governo, quer o Bloco de Esquerda, quer o Partido Comunista Português, sempre foram uns acérrimos defensores da construção do metro de superfície, referente à ligação do ISMAI à Trofa e sempre consideraram uma grande injustiça o que estão a fazer aos trofenses. E agora, será que se vão colocar ao lado das populações injustiçadas ou vão esconder-se no silêncio da culpa?

É tempo de dizer: BASTA! Os murenses mais uma vez exerceram o direito à indignação: não foram votar. O direito à indignação é um direito «sagrado». Os murenses constituem uma força humana imparável, pois têm um desejo que é comum a todos: a ida do metro de superfície à Trofa. Por isso têm estado sempre na vanguarda, com valentia, na exigência do seu meio de transporte público, que lhe foi «roubado» há mais de 14 anos. É um ato de Cidadania!

Os que ignoram o povo, o povo ignora-os em eleições!

 

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