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Edição 641

A Trofa na década de vinte do século passado, ia se tornando aos poucos e poucos uma referência a nível nacional na industrialização e via no seu berço a ser realizada uma verdadeira revolução. As chaminés das fábricas iam rasgando o céu, recebia em massa pessoas de outros concelhos e vilas do país e tinham de surgir as estruturas de apoio ao lazer operário para apoiar esse enorme movimento demográfico.
No ano de 1925, escrevia-se na imprensa local de Santo Tirso que a freguesia de S. Martinho de Bougado precisava de um centro para as pessoas se divertirem, uma casa de diversões, onde os trofenses e sobretudo os que visitavam a Trofa se pudessem divertir e a passar serões animados. Relatando que era comum em Santo Tirso haver teatro.
Um mês depois, em julho de 1925, relatada no Jornal de Santo Tirso, na festa da inauguração do teatro referência que o espaço era um enorme armazém, pertença de José da Fonseca Sampaio havendo um enorme movimento de pessoas e de automóveis. Um armazém com dois pisos, destacando o papel de Camilo Augusto Vieira como um dos maiores responsáveis para que a Trofa tivesse teatro.
Um espaço com muita luz natural, tendo no seu pano de centro representada a Ponte Pênsil e ficando aquele espaço denominado como Teatro Ideal Trofense.
Posteriormente, seria fundada uma companhia de teatro para depois os lucros da exploração dos seus espetáculos ser utilizada para a criação de um quartel de bombeiros e uma bomba para incêndios, contudo rapidamente acabaria por cair no esquecimento esse objetivo, descrevendo essa situação na imprensa em janeiro de 1926.
O sonho do teatro acabaria por morrer na mesma época, a renda do espaço era de 400 escudos, a receita de bilheteira não deveria ser enorme, acabando por falir a companhia, realizando uma assembleia geral de trabalhadores que acabaram por encerrar o teatro no domingo seguinte e leiloar os móveis e cenários. Uma curta odisseia de apenas 6 meses de existência.
Posteriormente e após este encerramento a Trofa iria receber a sua nova casa de espetáculos no topo do Parque Nossa Senhora dos Dores, próximo ao entroncamento entre a Rainha Santa Isabel e a Avenida Mosteiró que acabaria por ser pasto para as chamas e só num terceiro nível é que o Teatro Alves da Cunha se tornou uma realidade na Trofa.

1 “Inauguração do Teatro”
Jornal de Santo Tirso,
julho 23, 1925

2 “Trofa”
Jornal de Santo Tirso,
janeiro 14, 1926

3 “Trofa”
Jornal de Santo Tirso,
janeiro 14, 1926

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