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Edição 641

Desde o dia 25 de abril de 1974 até ao dia 1 de outubro de 2017, decorreram mais de 43 anos e os portugueses foram chamados a votar livremente, por 44 vezes em diversos atos eleitorais, 11 das quais em eleições autárquicas. Em eleições livres e democráticas, os votos depositados por cada cidadão eleitor na urna são emprestados aos candidatos que concorreram às eleições e foram eleitos, com a obrigatoriedade de gerirem o melhor possível esse voto, no período e no cargo que vão exercer ao longo do mandato.
É assim em democracia e, como não podia deixar de ser, também assim aconteceu nestas eleições autárquicas 2017 em que foram eleitos centenas de presidentes de câmara, alguns milhares de vereadores, muitos milhares de deputados municipais, cerca de três milhares de presidentes de junta de freguesia, milhares de executivos da junta de freguesia e largos milhares de membros da assembleia de freguesia. Nestas eleições autárquicas foram eleitos cerca de 36 mil autarcas.
Num Estado de Direito, livre e democrático, a democracia tem custos elevados e não vive sem as eleições. Estas eleições autárquicas 2017 custaram aos cofres do estado mais de 46 milhões de euros, divididos por cerca de 38 milhões de euros para financiar as candidaturas em função dos resultados e perto de 8 milhões de euros para custos operacionais, como por exemplo: verbas pagas aos membros das mesas, tempos de antena, boletins de voto, aquisição e distribuição das urnas de voto e serviços de informação.
Em média cada autarca eleito nestas eleições autárquicas 2017 custou perto de 1.300 euros e a todos eles é exigido educação, simpatia, honestidade, rigor, humanismo, competência, cultura cívica e democrática, pois não há democracia sem democratas. Os autarcas não devem azucrinar a vida das pessoas, pois foram eleitos para zelar pelos interesses das populações e para cumprirem as promessas apresentadas nos seus manifestos eleitorais ou em campanha eleitoral.
Quem ganhou as eleições tem o dever democrático de respeitar aqueles que perderam, pois em democracia é tão importante quem está no poder como quem está na oposição. Quem estiver no exercício legítimo do poder que saiba respeitar o lugar que ocupa e quem estiver no lugar também legítimo de oposição que saiba dignificar o cargo para que foi eleito.
Por isso glória aos vencedores e honra aos vencidos. Aqueles que ganharam as eleições, que vão estar em cargos do poder devem respeitar a oposição e aqueles que perderam as eleições saibam honrar o papel digno e honroso da oposição. O que se exige aos eleitos é que os vencedores saibam ganhar e os vencidos saibam perder. A democracia assim o exige. A bem de todos!


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