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Edição 640

No próximo dia 1 de outubro, o povo português vai votar uma vez mais, para escolher os candidatos Autárquicos em plena Liberdade. O frenesim dos comícios, arruadas e jantaradas são vastos, todos os partidos prosternam-se em apresentar mais e melhor como sempre o fizeram. As promessas são imensas, mas os milagres são muito reduzidos, falta fazer-se política sincera, válida e não de demagogia constante. Aqui se poderia dizer “que muitos são chamados, mas poucos escolhidos”, isto é, ainda existem bons políticos, mas em pequena proporção, logo o povo opta pela abstenção, apresenta o cartão vermelho como penalização, não acreditam nada nos políticos.
As boas políticas só se defendem, se houver compromissos de honestidade, rigor e coesão recíproca no bem-estar do povo, com projetos de sustentabilidade e de serviço continuado. As nossas Câmaras e Freguesias só ganham relevância comunitária, com proteção social, cultural e criativadade. Não podemos, nem devemos, descansar na tranquilidade irresponsável, o exercício da cidadania não é esperar pelos outros para agir pelo bem comum. Votar é um dever, mas a classe política tem de dar mais e melhor pelos cidadãos, sem distinção de raça ou credo, mostrando caminhos, revelando esperanças, sem definir limites à liberdade proposição, realização e crítica.
É o envolvimento na vida da comunidade que sustenta e contribui para a produção de conhecimento, para a responsabilização, partilha de culturas e o desenvolvimento da identidade das pessoas, que são o melhor da sociedade. O povo não pode nem deve ser personagens convencidas ou desrespeitadas, mas sim relevantes da consciência coletiva, na promoção de espaços sociais e culturais de encontro, no fascínio de vivência em comunidade sustentada.
Devem florescer novas práticas políticas para a governação das Autarquias Locais e dos Governos, descentralizar poderes mais que justos. Estes devem estar ao serviço de todos e, não de políticas injustas. Temos assistido, ao longo do tempo, a fúrias de inaugurações, em que se passa a imagem de tudo para os cidadãos mas nada com eles, com obras sem serem pensadas, definidas prioridades e sustentabilidade no futuro, que hipoteca a vivência dos vindouros que irão carregar o pesado fardo que vamos deixar infelizmente. Vivemos um tempo imensamente conturbado local e mundial.
As boas práticas e a defesa efetiva das competências de funcionamento dos órgãos de soberania, devem estar sempre ao serviço dos cidadãos e das minorias, enriquecendo o poder local e o país. Os Serviços Municipalizados devem assumir o bom funcionamento de todos os recursos e não desbaratar, entregando a privados sem escrúpulos, que esfolam os consumidores com altos preços na fatura. Apesar destes negativos existem felizmente várias Autarquias que colaboram com os seus munícipes.
As campanhas eleitorais deviam ser dinâmicas, afirmativas, claras, feitas por pessoas convictas, organizadas e de bom senso. Políticos que governassem com afinco, favorecendo o povo e a Pátria e não a favor dos seus interesses pessoais. Enquanto assim for, a maioria dos votantes estão de costas invertidas para estas negativas políticas que já cansam há imenso tempo. Basta de compadrios, suborno e corrupção. O país necessita de vozes ásperas, firmes, estadistas dignos, que inquietem os poderes instalados que são uma nódoa na Democracia.
Apesar de todas estas contrariedades, devemos comparecer nas mesas de voto, defender um direito de Liberdade que nos assiste. A abstenção não é solução! Votar nem que seja em branco, porque desistir é torcer. Quantos povos no Mundo gostariam de usufruir estes direitos consagrados, apenas têm ditadura, escravatura, fome, miséria de toda a espécie, a sucumbir sem os Direitos Humanos…

Trofa, 16 de Setembro de 2017

Firmino Santos

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