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Edição 598

“Um povo é sempre novo// mesmo com mais idade// e na glória de ser honrado// funda a beleza de existir// porque trabalha a liberdade a cada dia// a cada dia alegra o destino que cumprir”. É assim parte da letra de um Hino que a cada 19 de novembro leva cada trofense às lembranças daquele que foi o primeiro dia do resto dos dias do concelho da Trofa.
Dezanove de novembro de 1998. Uma data que marcou para sempre a história do concelho da Trofa. A primeira página de uma história que com o tempo ganha novos protagonistas, várias conquistas e algumas derrotas, mas que tem sempre algo em comum: o povo trofense. Foi uma luta de todos quantos carregavam o orgulho trofense, que ganhou novos contornos quando na Assembleia da República se ouviu pronunciar pela primeira vez a criação de um novo concelho: Trofa.
Dezoito anos depois, o Município quis assinalar a maioridade do concelho através da voz de jovens trofenses que com o concelho partilham a idade.
Maria Torres é de S. Mamede do Coronado, tem 18 anos, e é membro dos Meninos Cantores do Município da Trofa (MCMT). No seu discurso, na Sessão Solene do aniversário, que decorreu no Fórum Trofa XXI, a jovem não deixou de frisar o orgulho trofense. “Faço parte dos MCMT através do qual conheço muito do nosso Portugal e estrangeiro. Sempre que nos perguntam de onde somos dizemos com muito orgulho: somos da Trofa”, afirmou Maria.
Com a mesma idade, Viviana Couto, natural de Alvarelhos, relembrou na sua intervenção os “18 anos de muitas vitórias e também de algumas derrotas. Dezoito anos a lutar pelo bem de todos os trofenses, 18 anos a crescer e a ser cada vez melhores”. “Temos que ter muito orgulho em quem nós somos e acima de tudo de onde viemos”, proferiu, afirmando que se sente “extremamente orgulhosa por dizer que é da Trofa”.
Mas se se quis homenagear a juventude através da voz de Maria e Viviana, a comunidade sénior do concelho também não foi esquecida. Se há datas em que as coincidências são felizes, 19 de novembro de 2016 foi uma delas. Além de se soprarem as velas ao concelho, felicitou-se também Laurentino Silva, o centenário de Alvarelhos, nascido a 19 de novembro de 1916. Cem anos depois, o Município não deixou passar a data em branco e prestou homenagem a uma das vozes mais experientes do concelho.
A cerimónia contou com a animação dos Meninos Cantores do Município da Trofa que, além de outras músicas, interpretaram o Hino da Trofa e receberam uma lembrança.
A vitela assada é já uma tradição deste dia. Começou por impulso de Eurico Ferreira que, aos microfones de uma rádio local, afirmou que se o concelho nascesse, “todos os anos mataria uma vitela”. A 19 de novembro de 1998, a festa e a vitela assada esperavam, tal como prometido, os dez mil trofenses que rumaram a Lisboa para manifestar o seu desejo pela independência autárquica. Hoje em dia já não é Eurico Ferreira a patrocinar a vitela nem são dez mil os trofenses que a saboreiam, mas o motivo é o mesmo: celebrar a criação do concelho da Trofa.
Este ano, a vitela lá estava e alguns munícipes por lá foram passando para a saborear e lembrar o dia em que se cumpriu o desejo da independência.
Mas o dia começou com o hastear das bandeiras, pelas 10 horas, que contou com a presença da Banda de Música da Trofa, Coro da Universidade Sénior e Guarda de Honra dos Bombeiros Voluntários da Trofa, à qual se seguiu uma Missa Solene na Igreja Matriz de Santiago de Bougado.
“E se houver maneira de ser melhor, // se um sonho restar para sonhar// daqui se parta para o futuro// como se aqui, de novo,// fosse inaugurada a humanidade // mais alta levantada, mais inteira” assim diz o Hino de uma Trofa sobre a qual pouco ou nada se sabe sobre o futuro, mas cujo passado é relembrado ano após ano, a 19 de novembro.

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